domingo, 16 de outubro de 2011

Buscando a Porto Alegre da década de 1920...




     Sexta-feira chuvosa e ventosa, fui procurar mais um local referido no livro de Mineralogia e Geologia do prof. Tupi Caldas, o Museu do Estado, atualmente chamado Museu Julio de Castilhos.

       Fui caminhando, passos rápidos, pela Duque em direção a catedral, passando pelo Palácio, sem perceber, mudei de ritmo, como que me ajustando ao caminhar de outra pessoa. Um contrapasso. Olhei mais detidamente para a calçada desenhada toda em preto e branco, pequenas pedras. Mosaico aos meus pés. 

       Voltei apesar da chuva e caminhei novamente pela calçada, desci em direção a praça, comecei a escolher ângulos e percursos de olhar como se fosse anos 20 e não 2011.

      Cheguei ao Museu, e como não sou portoalegrense, nunca tinha ido com a escola ver o museu da bota do gigante, canhões e outras coisas. Só trazia uma citação por mim romanceada do trajeto do professor Tupi da realização de um estudo paleontológico realizado no Museu a convite do diretor do Museu.

      Parei na frente do museu antes da hora, ainda estava fechado, inquieta, me pus a olhar e fotografar a paisagem, digo, fachada do prédio, e seus detalhes, logo chegou uma família falando alto, institivamente me afastei do barulho atravessando a rua e fazendo mais fotos da fachada.  O guarda abriu a porta pesada e a família entrou.

    Retomei o passo e atravessei a rua e entrei no museu como quem sabia exatamente onde ir. Mas onde eu ia mesmo? Em qual sala? Respiro em vão.
As imagens de Dom Pedro II ou os móveis do Julio ou os artefatos indígenas desfilaram incólumes ao meu olhar, inclusive a famosa bota. Achei um auditório e o local do arquivo. Mas. Não achei o que buscava.

    Comecei a procurar alguém para me orientar, embora, nunca seja esta a minha primeira opção, pois parece-me sempre que poderei, movida só pela intuição, reconhecer o  que busco. Contrariada tive que retornar a portaria e perguntar: Em que local estão expostos os artefatos paleontológicos? Diante do olhar de dúvida já comecei a explicar; sou pesquisadora, procuro fósseis ... ossos de dinossauros... Dúvidas na negativa me levaram a insistir... Afinal eu sabia!

   O porteiro, então foi se explicando que apesar de ser velho em idade, era novo ali, "só duas semanas", e ligou para um responsável e já me passou o fone

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