um livro fóssil
Buscar alguém, perscrutar uma vida, a partir do toque áspero de páginas amareladas, como um beijo em uma face enrugada, um avô. Inicia-se aqui uma série de falsos relatos em viagens reais ocorridas no trânsito entre 1920 e 2011. São anotações sobre factos e fatos.
quinta-feira, 5 de abril de 2012
terça-feira, 6 de dezembro de 2011
segunda-feira, 14 de novembro de 2011
Retrato falado
Começei na terça-feira, digo na quarta-feira a noite parte do projeto, ou melhor o registro de parte do projeto que agora denominei RETRATO FALADO.
Como o Tupi tem me acompanhado e tomado corpo nestes seis meses, falo constantemente dele, com os amigos aos amigos e conhecidos. Eles têm dito que começaram, na ausência proposital de imagem real do professor , a imaginá-lo.
Então, resolvi gravar estas descrições deste alguém que existindo de um jeito e abandonado no esquecimento (livro jogado) foi voltando a existência por obra da imaginação.
Jaci Antonio Louzada Tupi Caldas meu personagem, quase entidade passou a ter existência surreal na vida dos que me cercam. E ganhou histórias, gostos, desgostos e cores, tamanhos e um físico conforme a percepção de cada um.
Sofro e me divirto em dividir a minha criação. Ele se contamina e a cada descrição. Vibro com ele vivo.
Cartógrafo que segue mapas imaginários
. No sábado estava lendo em um livro de geografia escrito na década de 40, - recém adquirido-, sobre o significado de realizar estudos sobre pedras, árvores, montanhas, rios, mares formações de lagos e países para se compreender o homem, sua existência e sobrevivência no planeta.
Porém e mais estranho ficou, eu ir nos lugares vistos pelo Tupi Caldas sem saber o que fazer lá ou o que ver das gentes de lá.
Ele não fala de gentes nos livros.
O livro de Mineralogia e Geologia, refere em capítulos especiais sobre paleontologia, usa como referências principais os eventos geológicos do nosso estado. Cita toda a região carbonífera, região central, extremo sul, porto alegre, litoral, Iraí, enfim...o Rio Grande do Sul como um corpus a ser analisado.
Levei o Tupi junto conosco.
No domingo, me municiei do livro dele já todo desfolhado, meu caderno de anotações, canetas, papéis, câmara fotográfica, e chimarrão.
Fomos na fubica, olhando um mapa incompleto da região.
Caminhei procurando indícios de uma vida.
Fui criando mapas. Colocando pontos, inventando: rios, cheiros, cores, casas, texturas.
Carrego pedras de cada lugar percebido nas viagens.
Cartógrafo que segue mapas imaginários e vai achando que descobre o que estava ali desde o sempre.
Porém e mais estranho ficou, eu ir nos lugares vistos pelo Tupi Caldas sem saber o que fazer lá ou o que ver das gentes de lá.
Ele não fala de gentes nos livros.
O livro de Mineralogia e Geologia, refere em capítulos especiais sobre paleontologia, usa como referências principais os eventos geológicos do nosso estado. Cita toda a região carbonífera, região central, extremo sul, porto alegre, litoral, Iraí, enfim...o Rio Grande do Sul como um corpus a ser analisado.
Levei o Tupi junto conosco.
No domingo, me municiei do livro dele já todo desfolhado, meu caderno de anotações, canetas, papéis, câmara fotográfica, e chimarrão.
Fomos na fubica, olhando um mapa incompleto da região.
Caminhei procurando indícios de uma vida.
Fui criando mapas. Colocando pontos, inventando: rios, cheiros, cores, casas, texturas.
Carrego pedras de cada lugar percebido nas viagens.
Cartógrafo que segue mapas imaginários e vai achando que descobre o que estava ali desde o sempre.
sexta-feira, 11 de novembro de 2011
Goiaba do mato
..que o prof. esteve em Criúva é certo, de lá que veio aquela goiaba do mato que enfeita o pátio dos fundos da casa, ali logo a frente do parreiral, onde se ouvem os gritos das crianças em brincadeira.
A árvore foi desenhada várias vezes e a flor é o carimbo das viagens realizadas.
domingo, 6 de novembro de 2011
pedras de marcar os caminhos
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p
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edras de marcar os
caminhos:
- São Jerônimo - seixos do calçamento
da praça - cores preto e branco - irregulares - abandono e esquecimento
- Triunfo - pedras de junto ao
rio - o que deveria ser glorioso
- Santo Amaro - pedras do rio -
procissão de Santa Bárbara - protetora dos mineiros
- Arroio dos Ratos - carvões das
minas
- Catedral metropolitana e Museu do
estado - seixos do calçamento calçada - cores preto e branco
- praça Garibaldi - - seixos do
calçamento da praça - cores preto e branco - passeios em família
- cais do porto - embarque de muitas
viagens
- coluna jônica na redenção - parte do
piso - o que ela dizia mesmo?
- Rio Camaquam - o rastro do tesouro
enterrado
- Cruz Alta - porque vim de trem até
aqui?
- Jardim Botânico - onde deveria estar
o fóssil
- Caxias do Sul - junto a estrada perto das goiabas do mato
- Cruz Alta - na estação ferroviária que não leva as gentes do passado que circulam ao vento
quarta-feira, 2 de novembro de 2011
Buscando a Porto Alegre da década de 1920... parte 2
Perguntei de novo onde se encontravam os fósseis e minerais que sabia que na década de 30 estavam no museu do estado, gentilmente fui percebendo o meu denível temporal, um desvão? O que estaria guardado entre?
Pois sim, em 1930, mas em 54 e 56.. foram transferidos. O acervo de ciências naturais foi para a fundação Zoobotânica.. não, não tem registro, listas, do que foi distribuído. Coisas devem ter se perdido.. enfim.. só agora que alguém está se interessando em pesquisar sobre o próprio museu e seu acervo. As pinturas foram para o Margs.
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