segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Cartógrafo que segue mapas imaginários


.         No sábado estava lendo em um livro de geografia escrito na década de 40, - recém adquirido-, sobre o significado de realizar estudos sobre pedras, árvores, montanhas, rios, mares formações de lagos e países para se compreender o homem,  sua existência e sobrevivência no planeta.  


      Porém e mais estranho ficou, eu ir nos lugares vistos pelo Tupi Caldas sem saber o que fazer lá ou o que ver das gentes de lá. 


      Ele não fala de gentes nos livros.


      O livro de Mineralogia e Geologia, refere em capítulos especiais sobre paleontologia, usa como referências principais os eventos geológicos do nosso estado. Cita toda a região carbonífera, região central, extremo sul, porto alegre, litoral, Iraí, enfim...o Rio Grande do Sul como um corpus a ser analisado. 


      Levei o Tupi junto conosco.


      No domingo, me municiei do livro dele já todo desfolhado, meu caderno de anotações, canetas, papéis, câmara fotográfica, e chimarrão. 


      Fomos na fubica, olhando um mapa incompleto da região. 


      Caminhei procurando indícios de uma vida.


      Fui criando mapas. Colocando pontos, inventando: rios, cheiros, cores, casas, texturas. 


      Carrego pedras de cada lugar percebido nas viagens.  


     Cartógrafo que segue mapas imaginários e vai achando que descobre o que estava ali desde o sempre.







Nenhum comentário:

Postar um comentário