domingo, 30 de outubro de 2011

a praça garibaldi


                                                                                                                                                                                                          endereço residencial, registrado no livro em 1933:   A casa no número, 68.  vai ficando ia ficando para trás ...


... a praça crescendo diante dos olhos da menina. 
         Mão presa à mão do pai.  


        A menina percorre os canteiros pulando as linhas pretas, pisando só nas brancas, quem pisa no preto erra! Assim que se encontra sob as sombras já pensa estar no bosque do lobo, culpa dos irmãos que se escondem por trás das árvores para assustá-la.                        
Quando ela chega perto, pulam sobre o passeio, braços abertos e rugidos de animais. Ela corre e ri, busca o pai, se alcançá-lo - e ele está logo ali, perto da estátua-, nada de mal acontecerá!

         Sorri e passa as mãos nas tranças frouxas, ela nunca viu o quanto pode assustar a visão de um capão nas noites dos acampamentos, ouvindo os passos dos animais e o vento.  Mas ela não precisa ver.

            Os meninos fazem um teatro do último evento sangrento da praça antes do aterramento do arroio, no mercado, três na briga, peixeiras tinindo,  sangue e dois no chão, um deles quase degolado. Eles nem moravam ali, mas sempre passa um ambulante contando uma versão do fato para assustá-los
         Reformada bem ajardinada, ... a praça Garibaldi, está a serviço do bem-estar do homem, exibe a natureza domesticada .... o que eu pensei sobre isto na madrugada?

           Os meninos fazem um teatro do último evento sangrento da praça antes do aterramento do arroio, no mercado que ficava na praça, três na briga, peixeiras tinindo,  sangue e dois no chão, um deles quase degolado. Eles nem moravam ali, mas sempre passa um ambulante contando uma versão do fato para assustá-los. 


Verão eles, os meninos, ainda outra guerra, terão que fazer parte dela? 

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